quarta-feira, 30 de maio de 2018

RESENHA

MODELO DE RESENHA

 
Ser companheiro em tempos de crise
Marta Giriane Dos santos
(marta_giri@hotmail.com)
Leitura e Escrita – Dra. Cristina Loff  knapp

Resumo Tempo de crise, tem por objetivo mostrar como manter a união conjugal em nossa época, procurando levar a vida de uma maneira saudável e feliz. Ressaltando a importância que pessoas dão ao casamento em meio a situações difíceis financeiramente falando, o grau de dificuldade que o ser humano encontra para relacionar-se. Utilizando o método de pesquisa bibliográfica e descrevendo fatos corriqueiros, mas que também causam desavenças, podendo até resultar em desunião. Os casamentos dos dias atuais em grande porcentagem são feitos com contrato, com acordos e somente a pequena parte por amor. O artigo descreve a evolução dos relacionamentos conjugais e suas formas de contratos com o passar dos anos até atualmente, concluindo com reflexões para parar e pensar. Primeiramente, falaremos sobre os casais de séculos passados e em seguida, como a crise afeta casais atualmente, isso em dois capítulos. 

Palavras – chave: Crise – Casamento – Atualmente


Capitulo I
Nos anos mil novecentos e alguma coisa
A investigação feita por (Daniel Sampaio – Diário dos tempos de Crise, pag. 1), sobre os motivos que levam á ruptura conjugal é um tanto interessante. Segundo Sampaio em muitos casos, os casais dizem que se mantem juntos porque de certa forma o amor foi alimentado e também aprenderam juntos um com o outro, também houve a tolerância necessária de ambos. Algo muito citado pelos casais entrevistados foi o “compromisso”, nesse ultimo termo encontra–se respeito e investimento na relação com o passar dos anos.
Os casamentos antigos eram influenciados pelas famílias e nem sempre começava com amor, na maioria dos enlaces o lado financeiro era gananciosamente tratado entre famílias e
contratado por país dos noivos, isso quando se tratava de juntar os bens financeiros de famílias. E o beijo que era dado somente depois de casados e já podemos imaginar quanto ao sexo, como era o comportamento de época, sem contar que os pretendentes ao matrimônio nem sempre se conheciam. Em uniões conjugais de epocas mais remotas a mulher era submissa ao seu marido, ficando em casa e cuidando dos filhos.
Em ocasiões de desaprovação por parte dos noivos, por alguma razão amorosa com outro pretendente a saída era a fuga, e conseguentemente sem herança financeira paterna. Nesses casos havia inclusive briga chegando até mortes. Mas um relato um tanto estranho, foi que certos acontecimentos familiares não ficavam sabendo, como brigas entre casais, viagens misteriosas e até mortes não se sabia a causa ou razão. Somente que tinha viajado ou no caso de morte, simplesmente morreu. E no caso de brigas com machucados, as pessoas se machucavam facil, nunca era descoberto que o casal brigava e um deles apanhava até ficar ematomas.
As mudanças na sociedade, na vida profissional, pessoal, familiar, acarretaram crises. 
Crise não significa deterioração, mas sim necessidade de redirecionar nosso desenvolvimento pessoal, de um grupo que fazemos parte, ou de nosso casamento. Ajustarse às transformações é um desafio, somos convidados pelas situações novas a equacionar rumos inéditos a nossa existência. Aprender como lidar com a frustração, resistir à fuga, lidar com a ansiedade e conviver com o imprevisível.
Compromisso, interesse pelo outro e capacidade de partilha são três dimensões essenciais para permanecer em conjugalidade (Daniel Sampaio).
Capitulo II
Como manter a união conjugal em nossa época
Do contrário que muitos afirmam; conviver próximos muitas horas por dia, muitos dias por semana, muitas semanas por semestres é algo maravilhoso em nossas vidas. Talvez seja a adaptação de cada casal, alguns não conseguem se aguentar muito tempo juntos, sequer trabalhar em setores próximos. (743 mil minutos de amor – Adelino Roque Filho)
O dia a dia de um casal tem grande significância quando se trata da longevidade, algo muito importante para que não desgaste o relacionamento é o diálogo, mesmo assim todo o diálogo feito, não é o suficiente para que fique tudo às claras. Assim, quando o casal não faz mais nada de novo, o relacionamento entra em uma enorme rotina, o desgaste é inevitável, nunca há novidade e os dois parecem não ter mais tempo para fazer programas a dois, como ir ao cinema, jantar fora, viajar, passear, namorar ou simplesmente conversar ao final do dia, aqui no sul acompanhado do famoso chimarrão.
Existem opções como bilhetinhos, cartões, mensagem celular, ligação telefônica e flores, são coisas para que o casamento não vire aquela rotina desgastante que vivemos do trabalho para casa, de casa para o trabalho e oi tudo bem, tchau.
Hoje os casais são motivados pela paixão e pelo amor, porém nem sempre conseguem manter a chama acesa, no fim o casamento não dura e acaba.
(https://bemcasadinhos.wordpress.com/2010/11/05/as-diferencas-entre-o-antigo-e-o
atual-casamento/)
Muitas das crises conjugais são por falta do dialogo, mas há outro vilão que é as finanças, a dívida provoca a desintegração do relacionamento familiar. À medida que cresce a dívida em casa, também aumenta a revolta e o ressentimento. Muitas vezes há discussões intermináveis, que geralmente terminam em comunicação rompida tanto verbal quanto sexualmente. As estatísticas indicam que uma grande porcentagem de divórcios ocorre devido a dificuldades financeiras. Não são muitos casamentos que podem sobreviver a uma luta prolongada com a escravidão financeira.
Além da falta de confiança, que por si só pode acabar com o relacionamento, aquele que é vítima do ciúme excessivo acaba sentindo-se mal por pensar que nada do que faz está bom, mesmo fazendo tudo certo. O casal passa a viver em um ambiente tenso que gera constantes brigas e desgaste na relação, tornam – se verdadeiros estranhos um com o outro.
O casal já não expressa o que sente, o que gosta ou não, na relação e  na cama, o que deveria mudar, motivos pelos quais está chateado, problemas no trabalho, razões que levaram à falta de apetite sexual. Além de deixar o parceiro totalmente no escuro, sem saber o que há de errado, a não verbalização de problemas deixa assuntos pendentes, o que pode gerar mágoas e ressentimentos e, aos poucos, minar a relação.
E assim o que se chamava de amor passa a ser o mais novo inimigo, acabam em brigas extensas em um tribunal. Mais uma vez acontece o jogo de interesses, a mulher querendo valores exagerados de pensão e o homem não querendo e não podendo pagar. 
Se houvesse mais diálogo poderia evitar tal coisa. Ressaltando o que falei anteriormente o dialogo é necessário e importantíssimo. É o segredo de uniões conjugais duradouras, Casar não é errado, e dependendo do casal também não é ruim, no entanto podemos ver as grandes diferenças  entre os casamentos antigos e os atuais. Com toda a certeza não é somente na tecnologia que existem revoluções, mas principalmente no comportamento humano.

Considerações finais
Para que a rotina não tome conta do relacionamento existem possibilidades de aconselhamento com psicológico ou psiquiatra para o casal. Precisa ser feito algo de imediato para que não resulte em mais uma separação. É aconselhável que, no início do tratamento, o casal estabeleça um dia na semana para sair e conversar, assim, retomar o hábito do diálogo. Mas isso é só para pegar costume. Depois, tem que ser uma conversa espontânea e frequente. Não deixar chegar a esse ponto é o desafio de hoje.




Referencias Bibliográficas
Sampaio, Daniel. – Diário dos tempos de Crise Tenório, Pr. Paulo– Atitudes Certas Na Crise
Filho, Adelino Roque – 743 mil minutos de amor








MARTA SANTOS

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