segunda-feira, 30 de outubro de 2017


Da divisão do suicídio social

Emile Durkheim Todas as questões expostas nas partes precedentes são parâmetros importantes na leitura e compreensão do estudo de Durkheim sobre o suicídio enquanto fenômeno social. Em primeiro lugar, temos a já mencionada construção lógico-gramatical da categoria suicídio. Ela segue rigorosamente os dois eixos fundamentais da linguagem: o paradigmático e o sintagmático. Constrói a definição útil de suicídio efetuando a composição sintagmática que percorra todas as equivalências paradigmáticas essenciais para esta definição, equivalências paradigmáticas que marcam as escolhas que incluem ou excluem os eventos que cabem na definição. Esquematicamente, temos mais ou menos os seguintes passos:

1 morte resultante de um ato perpetrado pela própria vítima;
2 morte resultante de um ato, positivo ou negativo, perpetrado pela própria vítima;
3 morte resultante, direta ou indiretamente, de um ato, positivo ou negativo, perpetrado pela própria vítima;
4 morte resultante, direta ou indiretamente, de um ato, positivo ou negativo, perpetrado pela própria vítima, que sabia que esse resultado se produziria (o que, então, pressupõe a noção de “tentativa de suicídio”, sempre que esse ato for incapaz de fazer com que a morte suceda).
 

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